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:: Domingo, Agosto 12, 2007 ::
Esse blog será reformulado. Vou apagar todos os posts e recolocar somente o que eu escrevi de relevante, junto com coisas novas. Nova vida.
:: Vinas 8:55 AM ::
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:: Quinta-feira, Julho 05, 2007 ::
God is Brazilian
:: Vinas 7:15 AM ::
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:: Sábado, Junho 23, 2007 ::
Em comum, menina: a distância e o pranto
Separando e afogando nossas almas.
Coisa que se disfarça com um canto
Mas por dentro já se fez o trauma.
Distância enorme que nos separa
E nos une só o pensamento.
Sonho descabido que não pára
E que transforma em anos os momentos.
:: Vinas 4:15 PM ::
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:: Quarta-feira, Junho 20, 2007 ::
No tempo em que eu tinha dinheiro...
Há uma canção na capoeira que diz assim: "No tempo em que eu tinha dinheiro, Iaiá me chamava de amor. Agora o dinheiro acabou, Iaiá foi embora e me deixou". O mundo dá muitas voltas, e nessas voltas às vezes acaba nos surpreendendo. É impossível nunca tomar uma rasteira.
Depois que eu terminei o namoro, venho atravessando uma fase difícil. Sem ânimo pra cantar, tocar, treinar ou mesmo escrever. É aquela coisa: vontade de ficar deitado o dia inteiro, sem ânimo pra sair de casa, de fazer comida, sem ânimo para nada. Quando dorme, é pesadelo. Quando acorda, é desânimo. Quando trabalha, é cansaço. Quando descança, é tristeza. E quando triste, é vontade de dormir de novo. Isso é normal, todo mundo passa por isso. Uns melhor, outro pior, mas todo mundo passa. Certas pessoas tem a manha de não deixar transparecer. Outras fazem escândalo. Eu, por minha vez, não sei o que faço.
Todo mundo sabia dos meus planos, das minhas vontades e dos meus sonhos. No entanto, nessa hora os amigos desapareceram. Passo os fins de semana sozinho, procurando o que fazer no computador. Já joguei todos os jogos e já vi todos os filmes. Meu violão já esgotou o seu repertório e todo mundo já cansou de receber um convite meu pra ir fazer alguma coisa, e em vários idiomas. Ninguém responde, ninguém vem, ninguém aparece.
Apesar do visível, audível e legível abatimento, meus amigos e familiares quase nem me mandam um recado no orkut, perguntando como eu estou. Muito pelo contrário, enchem de recados a pessoa de quem acabo de me separar. Perguntam como vai, o que tem feito, pedem pra mandar notícias e escrever sempre. Ela está lá, feliz da vida no emprego dos sonhos dela, saindo e curtindo o verão; tentando se animar, se bronzear e cuidar da vida. Com olhar firme e decidido: "sempre em frente!". Eu, no estado em que eu descrevi, vendo a cena.
Cansei de ligar, visitar, escrever, ir atrás. Vou mudar o plano: vou ligar para ela e pedir que quando algum amigo meu lhe escreva, que ela, após educadamente agradecer e responder à altura, possa fazer-me o obséquio de pedir gentilmente que esse amigo também me procure, pois pode ser que eu não esteja bem. Algo me diz que dariam ouvidos a ela.
Não é só ciúme. Me sinto de certa forma abandonado, quase traído.
"Em casa tenho um vizinho
Que enricou sem trabalhar
Meu pai trabalhou tanto
Mas nunca pode enricar
Não deitava uma noite
Que deixasse de rezar
Iê Aruandê!
Iê água de beber!"
(M. Bimba)
:: Vinas 9:22 AM ::
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:: Terça-feira, Março 06, 2007 ::
:: Vinas 4:16 AM ::
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:: Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007 ::
Exmo.(a) Sr.(a) __________________________________________
Olá!
Desejo agradecer-te por este tão inesperado e inacreditado acontecimento. Saiba que se estivesse a vosso lado neste momento, enquanto escreves minha passagem neste mundo, me encheria de contentamento e te faria quase mais que um irmão.
Pus-me hoje a pensar na hipótese do escrevimento dos atos da minha pessoa, depois de minha partida. Achei importante então escrever-te esta carta, caro autor, para que não te confundam as opiniões alheias sobre a minha formação, ou melhor dito, meu amoldamento musical. Três pontos são de importante destaque e relevância, e por estes escrevo-te esta carta.
O primeiro é o papel da MPB como um todo no meu amadurecimento pessoal, político e processo de encontramento de quem eu sou. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, destacadamente.
O segundo é o papel do samba na formação da minha alma. "Que linda demanda existe no samba"! Cartola, os meus choros, esperanças e o meu adultecimento. Adoniran Barbosa, o meu riso, minha felicidade simples e minha ironia. Bezerra da Silva, é claro, minha malandragem e algo mais.
O terceiro porém, causará certa surpresa a eventuais leitores desta carta que, conhecedores da minha pessoa, talvez não esperassem: a música da capoeira. Nela me encontraram os instintos de liberdade, de ter cuidado com o perigo, de andar atento, de respeito ao mais velho e a consciência do momento, do instante. Minha coragem de lutar.
Estas são as três grandes ondas que me bateram os ouvidos e se guardaram dentro de mim, em algum lugar. É claro, seria mister citar a igreja, onde conheci como a música é feita, e a música caipira, que representa parte da matéria da qual eu sou feito. Também o rock estrangeiro, que me ensinou a ter meu próprio gosto, sem temer (ou sem me importar) a reação de terceiros. Minha independência musical, que me abriu tantas portas.
Espero que te satisfaçam as informações e prováveis desmentimentos de informações recebidas por meio de terceiros.
Com muito gosto,
Vinícius Barbosa de Andrade
:: Vinas 8:32 AM ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 18, 2007 ::
Tive uma idéia...

:: Vinas 8:04 AM ::
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:: Terça-feira, Dezembro 19, 2006 ::
Você já ouviu a língua chamada galego?
Non toques a lembrança
branca frol de penuxen
que do sopro mais leve
se dispersa no ar
O calix que contén
o vinho do recordo
é cristal de saudade
e quebra só de olhar
Nunca voltes do eisilio
en procura de aromas
do remoto xardín dos anos idos
- o teu retorno os tornará perdidos
e xa máis nunca os poderás lembrar
Deixa a memoria livre
inventar a verdade
das cousas que pasaron -
sen pasar.
(Ernesto Guerra da Cal, escritor galego)
:: Vinas 10:48 AM ::
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:: Quinta-feira, Dezembro 07, 2006 ::
A Estônia é uma país legal
Toda vez que eu vou lá, eu saio no jornal! =)
Obs.: crique na foto pra enlarguecê
:: Vinas 1:41 PM ::
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:: Segunda-feira, Novembro 27, 2006 ::
:: Vinas 2:06 PM ::
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:: Domingo, Novembro 12, 2006 ::
Ironias do Planeta Terra
1 - Banalização da arte e do dinheiro
Eu li por aí que um zoológico de San Diego, nos EUA, está leiloando quadros feitos por orangotangos.
Eu fiquei os últimos 3 meses sem dinheiro pra quase nada e ninguém queria comprar nem o meu trabalho. Paguei contas e aluguel com o cartão de crédito, e agora vai demorar um ano pra eu pagar tudo de volta. Mas qual a importância disso, se você pode ter um quadro de orangotango cativo na sala da sua casa?
2 - Vaso ruim não quebra
Noutro lugar, eu li que que uma mulher foi baleada 6 vezes na cabeça e não morreu. Na verdade, não aconteceu nada. Ela está falando, andando, etc. Fez o curativo no hospital e foi embora pra casa.
Há 5 dias eu estava subindo a escada do meu prédio quando escorreguei e caí, batendo a canela na quina do degrau. Isso me abriu um corte tão fundo que, depois de estancar a sangueira, dava pra ver o óssio, como dizia o Seu Francisco. Fui levado ao hospital pra levar ponto. Pra variar, o atendimento demorou um pouco e eu fiquei mais ou menos uma hora alí na mesa (sem contar o tempo na sala de espera) com o corte ao léu, apenas com uma gasinha por cima, esperando a boa vontade da médica aparecer pra me costurar. Dada a quantidade e a pressa no trabalho que têm os médicos de pronto-socorro finlandeses, por causa do grande número de pessoas baleadas em troca de tiros com a polícia, ferimentos de granadas, esfaqueadas, traficantes chegando de arma na mão, exigindo preferência no atendimento, crianças no morre-não-morre por motivos ainda desconhecidos, dengosos, atropelados, mulheres parindo nos corredores dos hospitais, overdose de drogas e demais problemas dessa natureza que não conhecemos no Brasil, mas que aqui eles experimentadíssimos neles, é um tempo de espera até compreensível. Resultado: peguei uma infecção que provavelmente entrou pelo corte na corrente sangüínea e acabou se alojando na garganta e nos ouvidos. Fazem 4 dias que eu estou de cama, quase sem poder falar, comer, com uma febre e dor de cabeça e garganta que não param, e sem poder caminhar direito, já que a infecção no ouvido afeta o labirinto. Eu não me lembro quando foi a última vez que eu fiquei doente desse jeito. Eu só não vou reclamar porque podia ser pior.
3 - Será que é bom pra comer?
Um robô japonês capaz de identificar vinhos, frios e queijos, identificou carne humana como sendo bacon.
Eu já chamei muita gente de porco, e nem por isso fui notícia em jornal.
:: Vinas 8:07 AM ::
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:: Domingo, Outubro 22, 2006 ::
26/05/2006 - Apresentação no navio
Workshop do grupo Capoeira Nativos, 25-26/05/2006, em Helsinque. Na foto estamos eu e o Itapoan jogando no barco, durante a apresentação de maculelê e capoeira. Eu fui só pra ver, mas fui empurrado pelo Leo (organizador do evento) pra dentro da roda. A calça jeans atrapalhou mas não impediu =)
:: Vinas 7:31 AM ::
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:: Quinta-feira, Outubro 12, 2006 ::
Falta de assunto
Estou sem tempo nem idéia para escrever. Numa janela do Windows, meu Bloco de notas aberto. Noutra, uma reportagem sobre o avião que bateu no prédio em Nova Iorque. Na minha cabeça, o pensamento: "Isso sim é cidade, parece São Paulo!". Acho que preciso dar um pulinho em casa.
Morar fora do país é uma experiência única. No começo, não há ninguém por perto, ninguém te conhece, você está sozinho(a). Daí voce pensa: "E agora?", e resolve sair à luta. Tenta fazer amigos, etc. Depois de um tempo você se dá conta de que não leva a vida do mesmo jeito que a levava no Brasil e, mesmo voltando, não viveria como antes. Inconscientemente, sua visão do mundo mudou e você já não vê o seu país, ou a você mesmo(a), da mesma maneira. De alguma maneira, você "entende o seu lugar", entende melhor a sua cultura, o que faz de você diferente, o que eles têm de distinto aqui, etc. Isso nem sempre é uma experiência boa.
A saudade é o que mata. Saudade de tudo o que se possa imaginar. Estando aqui sem grana pra cagar na rodoviária, me sinto no exílio. É claro, daqui há pouco eu pego meu diplominha de mestrado, se eu tiver paciência aprendo mais uma ou duas línguas, volto pro Brasil com bagagem, etc. Vale a pena, mas cansa. Cansa, porque se eu pudesse estudar a mesma coisa de graça no Brasil (e tivesse grana pra voltar), eu pensaria no assunto. Depois de dois anos aqui, isso também não é uma coisa simples de se decidir. E a namorada? E os amigos? E a minha casa, meu computador, meu guarda-roupa, minhas plantas, etc.? Eu tenho uma vida aqui já, muito diferente da do Brasil. Talvez também mais "engraçada".
 Num certo ponto, eu me deixei levar e comecei a fazer algumas coisas só por ser brasileiro. Tocar aqui, alí, ensinar um chute ou um segredinho de capoeira por aí, cantar bossa nova no bar de jazz, tocar cavaquinho no carnaval de Helsinki, etc. Sim, eu toquei cavaquinho no carvanal de Helsinki, e daí? Eu gostei, minha escola quase ganhou, foi vice. Acho que esses são truques que fazemos sem perceber, para driblar a saudade.
Bem, eu estou escrevendo só para não perder o blog. Como eu disse, estou sem tempo e idéia. Vou deixar umas fotinhos minhas na roda de capoeira.
Abraços!

:: Vinas 5:24 AM ::
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:: Quinta-feira, Junho 29, 2006 ::
 De grão em grão a galinha enche o papo. A vitória sempre vem aos poucos. Gol a gol, ponto a ponto. Quem quer abraçar o mundo com a pernas acaba se enrolando. Gaza vai perder a pouca autonomia que conquistou por falta de paciência. Os grupos armados não foram os responsáveis pela desocupação, eles são os responsáveis diretos pela reocupação. Enterraram o país em menos de um ano. Ao invés de ficarem quietos e trabalharem, foram se meter a cutucar onça com vara curta a troco de nada. Duvido que quem lidera os grupos armados acredita que vai ganhar uma guerra contra Israel e acabar com todo o estado israelense, com meia dúzia de neguinho mascarado de fuzil e outra meia dúzia com bombas amarradas no corpo. Eu, que torci tanto pela desocupação, para que acabasse aquela injustiça, me sinto, mais uma vez, traído. Viva a burrice!
:: Vinas 4:38 AM ::
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:: Segunda-feira, Junho 05, 2006 ::
Curumiaçú ape'aûa!

:: Vinas 6:30 AM ::
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